terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Reformas? Só se for de nossas casas.

Já dissemos aqui, o quão dificil será fazer reformas neste País, tendo em vista a qualidade de nossos políticos. Não há interesse. Reformar o Código Penal, por exemplo. talvez seja legislar contra si mesmo. Minutos atrás, assistí na TV uma reportagem sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, que está completando 10 anos. Minha Nossa Senhora!!! As vezes percebemos o motivo pelo qual certas reformas não são feitas.  Se tivéssemos um Código Penal decente, muita gente graúda já estaria na cadeia pelo que se descobriria com as investigações sobre o assassinato acima mencionado. Mas o processo não anda.  Sete envolvidos direta ou indiretamente morreram misteriosamente. Nosso Código Penal pode ser comparado com um queijo suiço: cheio de buracos. Os ratos entram por um buraco e saem por outro, e assim vai. Um bom advogado, nada de braçadas neste Código. Livra de punição o pior dos criminosos com facilidade. Em nosso País, a lei não é igual para todos e, uma das provas disso é uma excrescência que deveria ser motivo de vergonha nacional, o tal "foro privilegiado". Outra vergonha é também o tal "tratamento diferenciado a portador de curso superior". Inacreditável. Os figurões que deviam dar exemplos e, as pessoas que tem mais condições de diferenciar o certo do errado, ao invés de receberem penas mais rigorosas, são tratados a pão de ló. É o fim das épocas. É muito irritante. Outra hora eu volto para falar alguma coisa sobre outras reformas, como nosso sistema trabalhista, por exemplo, que  protege os empregados e não faz o mesmo com os empregadores.

Nacional da Silva.

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